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¡°O tr¨¢fico de seres humanos ¨¦ um grave flagelo¡±, reiterou a Rede Clamor ¡°O tr¨¢fico de seres humanos ¨¦ um grave flagelo¡±, reiterou a Rede Clamor 

Rede Clamor lan?a campanha contra o tr¨¢fico humano: ¡°A vida n?o ¨¦ mercadoria ¨¤ venda¡±

Segundo os organizadores, a iniciativa pretende ¡°denunciar o quanto a vida humana se transforma num objeto que ¨¦ colocado ¨¤ venda e oferecido no mercado¡±.

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¡°A vida não é mercadoria à venda¡± é o tema da campanha continental contra o tráfico de pessoas lançada, no domingo, 7 de fevereiro, pela Clamor, Rede Eclesial Latino-Americana e Caribenha sobre Migração e Tráfico de Pessoas.

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O evento foi apresentado, em modo virtual, na véspera do "Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Seres Humanos" celebrado nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, escrava sudanesa, libertada e que se tornou religiosa canossiana.

Vida humana transformada num objeto

Segundo os organizadores, a iniciativa pretende ¡°denunciar o quanto a vida humana se transforma num objeto que é colocado à venda e oferecido no mercado¡±. ¡°O tráfico de seres humanos é um grave flagelo¡±, reiterou a Rede Clamor. Por isso, devemos pedir ao Senhor, Deus da vida e da esperança, para nos acompanhar e nos encorajar na proteção da vida, especialmente a mais frágil e ameaçada¡±.

¡°Embora nos pareça que existam muitas instituições e pessoas da Igreja que são sensíveis a este flagelo contemporâneo, a este câncer da humanidade, existem também muitas outras pessoas, dentro e fora da Igreja que ignoram esta terrível realidade, ou que simplesmente permanecem indiferentes¡±, disse o presidente da Clamor, dom Gustavo Rodríguez Vega, arcebispo de Yucatán, no México. Por isso, a campanha deve ¡°criar consciência da realidade atual do tráfico de pessoas, que não terminou realmente, mas é um negócio ininterrupto¡±, agravado por um mundo globalizado. O prelado também denunciou que ¡°o tráfico de pessoas não poderia ocorrer sem a corrupção das autoridades e a presença de criminosos que se enriquecem às custas do sofrimento e da morte de milhares de pessoas, nossos irmãos e irmãs¡±.

Decomposição social

Por sua vez, o secretário-geral do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), dom Jorge Eduardo Lozano, arcebispo de San Juan de Cuyo, na Argentina, definiu o tráfico como ¡°uma realidade criminosa que nos envergonha como seres humanos, pois considera o outro como um objeto que pode ser vendido de acordo com a lei da oferta e da procura¡±. ¡°Estamos diante de uma decomposição social, um drama muito sério que nos mostra a baixeza em que conseguimos cair¡±, lamentou o prelado, recordando também as dificuldades que as vítimas, uma vez libertadas da rede do tráfico, têm que enfrentar para recuperar uma vida normal. Com frequência, elas ¡°não voltam a viver com sua família de origem ou em seu vilarejo, por medo ou vergonha¡±. Por isso, a campanha da Rede Clamor é um exemplo do ¡°rosto de uma Igreja samaritana que se aproxima com o coração de uma mãe e se inclina diante do enorme sofrimento que não encontra consolo¡±. ¡°Não nos viremos para o outro lado¡±, concluiu o secretário-geral do Celam, ¡°mas façamos crescer a esperança em Jesus que é Amor¡±.

Humanizar as relações

Por sua vez, a presidente da Conferência Latino-americana de Religiosos (Clar), Liliana Franco, insistiu na urgência de ¡°humanizar as relações, purificando-as de todas as nuances do utilitarismo e violência¡±. ¡°É preciso rezar para deter a impunidade deste crime, romper o silêncio cúmplice e fortalecer as redes de ajuda¡±, ousando ¡°denunciar as estruturas que oprimem, usam e comercializam o ser humano¡±.

Olhar e sentir o outro como um irmão

O presidente da Caritas da América Latina e Caribe, dom José Luis Azuaje, arcebispo de Maracaibo, na Venezuela, destacou como hoje ¡°tudo seja medido com o poder e ter, mas não para partilhar, mas para excluir e agir com violência, para que as pessoas, sociedades e povos possam ser cada vez mais dominados¡±. Ele convidou a ¡°olhar e sentir o outro como um irmão, uma irmã, porque ou somos salvos juntos ou não somos¡±. Como Igreja, ¡°continuamos a fazer esforços não apenas para denunciar, mas também para despertar em cada um de nós o entusiasmo esperançoso de que este flagelo termine¡±.

Opor-se a modelos econômicos injustos

Todos os participantes do evento fizeram um apelo a opor-se a modelos econômicos ¡°injustos, cruéis, que beneficiam poucos às custas de muitos que acabam sendo descartados¡±. Ao mesmo tempo, emergiu a esperança de que se estabelecesse ¡°uma verdadeira economia de comunhão e partilha de bens, um cuidado com os direitos humanos que esteja acima de interesses desprovidos de valores humanitários e que ponha um fim à vergonhosa especulação sobre a escravidão¡±. ¡°Nós cristãos somos chamados a vencer a desigualdade, a discriminação e uma economia que mata¡±, porque ¡°diante de tanta dor e tantas feridas, a única saída é ser como o Bom Samaritano, a fim de reconstruir uma comunidade a partir de homens e mulheres que fazem sua a fragilidade dos outros e que não permitem a construção de uma sociedade de exclusão¡±. ¡°É essencial proteger a dignidade da pessoa humana e promover o desenvolvimento humano integral, denunciando a mercantilização e exploração das pessoas¡±, concluiu a Rete Clamor, exortando ao mesmo tempo ao início de ¡°uma economia do encontro, animada pelos valores de uma verdadeira comunhão universal¡±.

Pope Service -IP/MJ

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08 fevereiro 2021, 12:43